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22/08/2019 - 19:06
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O juíza Bruno D’Oliveira, da Vara Especializada em ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, determinou que o ex-governador Silval Barbosa

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz manda juntar delação de Silval em processo sigiloso contra Ezequiel e ex-secretários
O juíza Bruno D’Oliveira, da Vara Especializada em ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, determinou que o ex-governador Silval Barbosa junte cópia de seu acordo de colaboração premiada em uma ação de improbidade que envolve ainda os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf, Maurício Souza Guimarães e Valdisio Viriato, o ex-deputado federal Ezequiel Fonseca e o ex-chefe de gabinete Silvio Cezar Araújo. A determinação consta no Diário de Justiça desta terça-feira (6). 

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O caso segue em sigilo. Porém, conforme apurado pela reportagem, a ação versa sobre pagamento de propina para deputados estaduais com recursos oriundos dos programas MT Integrado, obras da Copa do Mundo e incentivos fiscais. Ezequiel Fonseca, quando deputado estadual, foi, segundo delação de Silval Barbosa, um dos beneficiados.
 
Valdisio Viriato, ainda segundo Silval, seria responsável por desviar dinheiro da Secretaria de Infraestrutura. Maurício Guimarães atuaria diretamente em desvios da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo. Nadaf e Silvio Cezar, atualmente também delatores premiados, eram pessoas de confiança de Silval que atuavam em diversas frentes no esquema criminoso.
 
Ações
 

Em abril de 2018 o Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), ingressou com sete ações civis públicas por ato de improbidade administrativa contra agentes políticos envolvidos em esquema de cobrança de propinas de empresários, fraudes em procedimentos licitatórios, extorsões, entre outras condutas voltadas para a captação irregular de dinheiro do Programa MT Integrado e das obras da copa.

Segundo divulgado na ocasião, foram acionados o ex-governador Silval Barbosa, Silvio Cezar Correa Araújo, Valdísio Juliano Viriato, Maurício Souza Guimarães, Airton Rondina Luiz, Vanice Marques, Carlos Antonio Azambuja, Ezequiel Ângelo Fonseca, Alexandre Luis Cesar, Hermínio J Barreto, José Domingos Fraga e José Joaquim de Souza Filho.

 
Nas sete ações, o MPE requereu em pedido liminar a indisponibilidade de bens dos acusados que ultrapassam R$ 37 milhões. Além do ressarcimento ao erário, o MPE pretende assegurar o pagamento de multa civil e eventual dano moral coletivo.



     

 
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