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15/11/2018 - 23:09
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A juíza Vanessa Curti Perenha Gasques, do Tribunal Regional Eleitoral, afirmou ser incapaz de participar de processos relacionados ao governador Pedr

Foto: Reprodução

Casada com empresário citado em delação, juíza se declara suspeita e deixa ações de Pedro Taques
A juíza Vanessa Curti Perenha Gasques, do Tribunal Regional Eleitoral, afirmou ser incapaz de participar de processos relacionados ao governador Pedro Taques, já que seu marido teria sido citado na delação de Alan Malouf, que disse que ele teria se envolvido em um grupo de arrecadação de “caixa 2” para a campanha de Taques ao Governo em 2014. O Ministério Público Federal (MPF), já havia pedido a suspeição da juíza.
 
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A magistrada se declarou suspeita para ser relatora dos processos que envolvam o governador Pedro Taques após seu marido, o empresário Erivelto Gasques, ser citado na delação de Alan Malouf, sobre fatos investigados na “Operação Rêmora”. Para evitar desgastes, ela decidiu se retirar de qualquer ação relacionada a Taques.

“Tendo em vista os fatos relatados recentemente na imprensa mato-grossense, acerca de declarações do senhor Alan Malouf, e tendo como escopo preservar este Egrégio Tribunal de maiores desgastes, faço a opção, doravante, de não mais relatar e participar de julgamentos que envolvam o José Pedro Gonçalves Taques”.

O Ministério Público Federal (MPF) havia pedido a suspeição da juíza Vanessa Curti Gasques, que atuava como relatora de uma ação em desfavor do governador Pedro Taques, após denúncia protocolada pela deputada estadual, Janaína Riva (MDB), dizendo que o marido da magistrada teria doado R$ 500 mil para a campanha do tucano em 2014 e também seria sócio de uma empresa que tem um contrato de R$ 9 milhões com o Executivo.

Com relação a este pedido, a juíza, na época, se manteve nos casos por se julgar “plenamente capaz e imparcial para julgar ações eleitorais e processos de qualquer natureza” contra Taques. Com esta última decisão, no entanto, ela determinou a redistribuição do processo.
 
A delação
 
Em 19 de abril de 2018, foi homologado o acordo de delação premiada, firmado entre o Ministério Público Federal e Alan Ayoud Malouf, com a finalidade de obter elementos de prova contra os investigados na Operação Rêmora, conduzida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
 
No requerimento de homologação do acordo, o Ministério Público Federal esclareceu que o relator revelou dados de um esquema de arrecadação de verbas, captadas mediante a doação de empresários, e a formação de chamado caixa dois, destinadas à campanha eleitoral de Pedro Taques ao Governo do Estado de Mato Grosso, em 2014.
 
Segundo asseverou, o retorno aos doadores consistiria na celebração de contratos, regulares ou não, com o Estado de Mato Grosso. O MPF também destacou a existência de vinte cadernos anexados ao acordo de colaboração premiada, nos quais está descrita a interlocução do delator com o governador e outras autoridades que detêm a prerrogativa de serem processadas no Superior e no Supremo, entre elas o deputado federal Nilson Leitão.
 
Malouf ainda apontou um esquema de desvio de recursos públicos, por meio de fraudes a licitação, no âmbito da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer de Mato Grosso, durante a gestão do então secretário Permínio Pinto Filho.



     

 
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